segunda-feira, 13 de abril de 2009

Avaliação Docente: como fazer e por quê?

Mais uma vez, damos início ao processo de avaliação dos professores da FCS. Nós do Cacos entendemos a avaliação como ferramenta importantíssima na construção de uma faculdade melhor. É através dela que podemos identificar problemas que possam interferir na qualidade da formação acadêmica e, a partir desse diagnóstico, trabalhar em conjunto com a direção e o corpo de professores para assegurar melhores aulas.

Dessa vez, depois de um tentativa falha no primeiro período de 2007, optamos por utilizar um questionário mais simples e eficiente, adaptado do modelo que é usado há algum tempo com sucesso pelos alunos do curso de Ciências Socias da Uerj. Nele você irá encontrar 5 pontos a serem avaliados em cada disciplina (Assiduidade/Pontualidade, Avaliação/Correção, Didática/Dinâmica, Conteúdo/Abrangência e Crítica/Reflexão) através de 5 conceitos (A-ótimo, B-bom, C-regular, D-ruim e E-péssimo), além de uma pergunta sobre a sua vontade de cursar outra disciplina com o professor em questão. Entenda um pouco melhor o que está sendo avaliado: 

Assiduidade / Pontualidade – atribua uma nota de acordo com a média de faltas e atrasos do professor.
Avaliação / Correção – avalie se as provas e trabalhos condizem com o conteúdo do programa e do conteúdo que foi apresentado em sala. Avalie também se o nível de cobrança na correção não destoa da qualidade das aulas.
Didática / Dinâmica – observe o quanto o professor é capaz de se fazer entender e provocar a participação e o interesse dos alunos nas aulas.
Conteúdo / Abrangência – veja se o professor é capaz de discutir o conteúdo relativo ao programa proposto no início do semestre.
Crítica / Reflexão – avalie o quanto o professor consegue ser crítico a partir do conteúdo que discute nas aulas e o quanto consegue provocar a reflexão e a participação dos alunos sobre os temas propostos.

Para facilitar o preenchimento e garantir participação de um número maior de estudantes, a Avaliação Docente referente ao período de 2008/2 poderá ser realizada através de 2 meios: o preenchimento do formulário impresso entregue a um membro da diretoria do CACOS até a próxima sexta, dia 17 de abril, ou seu envio online, através do formulário que pode ser baixado em seguida, até o próximo domingo, dia 19 de abril.

O formulário online é uma planilha do Microsoft Excel 2003 (documento .xls) contendo apenas um questionário. Depois de baixá-lo, você deverá copiar e colar o questionário na mesma planilha, de acordo com quantas disciplinas cursou no período passado. Feito isso, basta enviar o documento como arquivo anexo ao e-mail do CACOS, cacosuerj@gmail.com, colocando "Avaliação Docente" como assunto da mensagem.


Como baixar:
1. Clique no link acima, "Baixar formulário da avaliação docente".
2. Você será redirecionado a uma página do Mediafire.
3. Nessa página clique na caixa amarela "Click here to star download", localizada no lado esquerdo da sua tela
4. Salve o arquivo no local de sua preferência no computador, preencha e envie ao CACOS!

Qualquer dúvida, é só falar!


sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ata da Reunião - 03/12/08

Presentes:
- Livio
- Ana
- Guilherme
- Diego
- Fábio

Informes:
- Andreá Cozzolino se desligou do Cacos

Pautas:
- CASO OBERLANER: o Cacos se compremete a ajudar e a orientar os alunos envolvidos na questão a redigir um documento formal sobre o ocorrido para ser entregue à direção da FCS e à Ouvidoria da Uerj. Acompanhar o processo e auxiliar no levantamento de dados e outros fatos semelhantes ocorridos com o professor.
- CASO MARCONDES: cobrar uma posição da direção sobre as última atitudes do professor em relação aos problemas nas disciplinas Mercadologia I e II e Pesquisa em Marketing. Propor em Assembléia uma Moção de Repúdio à atual direção do Departamento de Relações Públicas a ser entregue aos próprios e à direção da FCS.
- EMENTAS: acionar a professora Sônia Simões para que ela passe a orientar e cobrar dos professores o cumprimento das ementas. Recolher informações sobre o assunto na Assembléia e encaminhar as queixas ao Conselho Departamental.
- ASSEMBLÉIA: marcada para o dia 08/12/2008 às 10h30 e às 19h30 na sala 10.032.
.::. Ana, Fábio e Rennan ficam responsáveis pela organização e relatoria da reunião da manhã
.::. Livio, Guilherme, Diego e Saulo ficam responsáveis pela organização e relatoria da reunião da noite.
.::. Pautas:
> Problemas gerais com professores: aulas na greve, disciplinas sem professor, SAID, ementas, problemas nas disciplinas do DRP, problemas gerais no DJR
> Iniciar a escolha dos representantes de turma;
> Reforma curricular: explicar o que será, tirar grupo de trabalho;
> Avaliação Docente: explicar o que será, tirar grupo de trabalho, determinar prazos;
> Eleições do Cacos: inciar a discussão de formação de chapa, decidir as datas;
> Cobrecos: marcar eleição dos delegados, explicar o cunho do encontro;
> Definir os conselheiros no DRP e DTC.

- Conselho Departamental: encaminhar o que sair da Assembléia, o caso do prof. Obelander e a prosposta sobre as ementas.
- Fábio Klotz é o novo conselheiro do Cacos no DJR.
- Pautas não discutidas: retomada das atividades culturais e esportivas promovidas pelo Cacos, Cobrecos, etc.

sábado, 22 de novembro de 2008

INFORMA CACOS

A FCS no contexto da greve universitária

Como é de conhecimento de todos, a Uerj vive um momento delicado. São mais de dois meses de greve e sabemos que muito estão insatisfeitos com o andamento do movimento e ansiosos pelo retorno às aulas. O Centro Acadêmico de Comunicação Social da Uerj (Cacos-Uerj) vem através deste informativo esclarecer alguns pontos que são do interesse de toda a comunidade da FCS.

Na última reunião do Conselho Departamental, com representantes dos departamentos de Jornalismo, Relações Públicas, Teoria da Comunicação, dos servidores e dos estudantes, foi feita uma proposta ao Cacos de que se realizasse um assembléia estudantil para definir se os estudantes estão dispostos a retornar às aulas, uma vez que uma parte significativa dos professores da FCS sinaliza com essa posição. 

De acordo com a direção da faculdade, todo o Departamento de Relações Públicas (DRP) e todo o Departamento de Teoria da Comunicação (DTC) estão dispostos a voltar ao funcianamento normal. Apenas o Departamento de Jornalismo (DJR) não possui uma posição definida. O Cacos pediu para a direção que fosse enviada a lista com os professores de Jornalismo dispostos a voltar, mas não obteve resposta.

Em reunião dos representantes do Cacos, ficou definido que seria mais apropriado realizar uma assembléia conjunta entre professores, estudantes e servidores da FCS. Dessa forma, acreditamos que seria realizado um diálogo mais eficiente entre todos e que eventuais dúvidas e posicionamentos a respeito do retorno às aulas seriam mais claramente entendidos. No entanto, a direção preferiu esperar uma reunião com a Alerj para apresentar um posicionamento.

É de extrema importância ressaltar que as aulas somente podem retornar no caso de todos os inscritos em determinada disciplina estiverem de acordo com o procedimento. Caso isso não ocorra, o professor será obrigado a repor as aulas quando o novo calendário acadêmico for elaborado. É importante lembrar que até o momento nenhum professor da FCS está autorizado a apresentar conteúdo novo em sala de aula, uma vez que a faculdade se encontra em greve. Todo conteúdo que eventualmente tenha sido apresentado, precisará ser reapresentado aos que não estiveram presentes no momento em que a greve chegar ao fim.

Para que o Cacos tenha um controle maior sobre isso, é importante que os alunos da FCS nos informem através de nosso e-mail (cacosuerj@gmail.com) sobre o que está acontecendo nas disciplinas que estão cursando. Este é um dos canais que os estudantes têm para entrar em contato com o centro acadêmico.

FCS inicia reuniões para Reforma Curricular

No último dia 13 de novembro, foi realizada a primeira reunião da Comissão da Reforma Curricular, que é composta por dois representantes do Cacos, Ricardo de Freitas (DRP), Ronaldo Helal (DTC) - escolhido presidente da Comissão -, João Pedro Dias (DJR), Edílson (servidores) e a pedagoga Sônia Simões. O encontro foi apenas um esboço do que será tratado. 

O professor João Pedro apresentou algumas mudanças que o DJR planeja, como mais disciplinas eletivas, calcando o curso primeiro no embasamento teórico e, depois, com os alunos optando por "especializações" como internet, rádio, TV e impresso. Ricardo argumentou que a FCS tem poucas aulas e que os alunos se formam com pouco conhecimento. Helal questionou qual era o intuito da Reforma: promover mudanças estruturais no currículo - em vigor desde 2004 - ou apenas alguns ajustes? Dessa forma, foi proposto pelo presidente da Comissão que os representantes dos departamentos e dos alunos se organizassem em torno das mudanças que consideram necessárias e marcou uma nova reunião para o dia 24 de novembro.

Sendo assim, é de extrema importância a participação dos alunos, sobretudo daqueles que estejam em períodos mais avançados, pois mesmo que não sejam beneficiados pela mudança, são conhecedores do que há de bom e ruim no atual currículo da FCS. Além, é claro, da participação dos calouros e turmas mais novas, pois podem dizer o que esperam do curso.

Vale ressaltar que todo aluno da FCS está apto a participar das reuniões do Cacos. A data do próximo encontro será definida e informada em breve. Desde já, você está convidado a contribuir com nossas discussões.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

COMUNICADO DO SINTUPERJ

Assembléia: Greve começa na segunda

Em assembléia realizada nesta quinta-feira, dia 18, no auditório 13, às 14h, os trabalhadores da Uerj decidiram entrar em greve na próxima segunda-feira, dia 22, por tempo indeterminado. Ao todo, compareceram à assembléia 256 técnico-administrati vos, demonstrando a representatividade do movimento de greve.

Para o Sintuperj, a greve é um ato legítimo porque todas as etapas anteriores como mobilizações, reuniões e reivindicações já foram efetuadas e levadas ao governador Sérgio Cabral sem nenhuma resposta que contemplasse a categoria.

Defasagem já é de 72,74%
O Sintuperj acredita que é através da atuação conjunta com Asduerj e DCE, que será possível chegar às vitórias. Por isso, as três entidades estão empenhadas na luta pela recomposição salarial. No momento, a defasagem já chega a 72,74% e aumenta a cada mês. Outra luta conjunta é pela queda da Ação Direta de Inconstitucionalida de (Adin), pedida por Cabral, para impedir o repasse mínimo de 6% da receita tributária líquida para a Uerj.

O governo do estado tem insistido no argumento de que a categoria já teve reajuste nos salários com o Plano de Cargos e Carreira (PCC). O Sindicato refuta esta idéia, pois o PCC não é reajuste de salário.

Reitoria está do lado do governo

O reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, está do lado de Sérgio Cabral. A carta enviada às categorias é uma clara demostração de sua opção.

Na opinião do Sintuperj, tudo indica que a reitoria se esqueceu de quem a elegeu. O reitor parece representar o governo e não a UERJ. Precisamos lembrá-lo de que ele representa a Universidade frente ao governo do estado e que por isso, não deveria, de maneira nenhuma ter apresentado uma proposta que divide a Universidade. O reitor tem a obrigação de se colocar como representante de toda a UERJ.

Assembléia conjunta aprova propostas de mobilização

A assembléia conjunta de técnico-administrati vos e docentes, realizada no dia 18, às 17h, teve como principal item de pauta a mobilização das categorias na luta pelo reajuste salarial. Todas as propostas foram aprovadas por unanimidade.

Inicialmente, a discussão girou em torno da carta aberta à população divulgada pela reitoria a respeito da ocupação dos estudantes. “Adotaremos todos os instrumentos legais disponíveis, agiremos com cautela política e tentaremos evitar danos maiores à nossa instituição”, diz a nota. Os estudantes presentes se manifestaram e classificaram a nota como covarde.

A Associação de Pais e Professores (APP) do Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues Silveira (CAp – Uerj) apresentou uma carta onde se coloca em apoio às reivindicações dos professores, mas pede que o Cap não participe da greve. Professores e o grêmio estudantil se manifestaram contrários ao posicionamento da APP. A Assembléia encaminhou que a questão deverá ser discutida pelo Comando de Greve.

Unidades acadêmicas como a Faculdade de Serviço Social e a Faculdade de Formação de Professores (FFP) divulgaram moções de repúdio à criação de fóruns paralelos para discutir o plano de carreira docente. O que ficou claro na Assembléia é que este é um momento de luta de toda a comunidade universitária.

Um conjunto de propostas foi aprovado por unanimidade pelos técnico-administrati vos e professores presentes. “Este é um momento rico, de mostrar que quem ganha com a produção acadêmica e científica na universidade é a sociedade”, disse Vera Miranda, da Fasubra.


Veja abaixo as deliberações da Assembléia Conjunta:


- Indicar às assembléias específicas a realização de uma assembléia comunitária, com data proposta para o dia 26 de setembro.

- Formar um comando unificado de greve

- Remeter ao comando de greve decisões em relação a datas de eventos já marcados e outras situações excepcionais.


- Divulgar as seguintes moções:

. apoio ao movimento estudantil/ocupaçã o da reitoria, contra a tentiva de criminalização do movimento.

. repúdio às tentativas de estabelecimento de fóruns paralelos de decisão.

. repúdio à decisão da Dijur, especificamente ao seu diretor Maurício Mota, pela conduta persecutória e antidemocrática em relação aos estudantes.

- Encaminhar carta conjunta das três entidades para a imprensa e para o governador.

- Garantir o direito de trabalhadores técnico-administrati vos e docentes contratados a participar da greve.

- Recolher assinaturas para a convocação de sessão conjunta dos Conselhos Universitário e de Ensino, Pesquisa e Extensão.

- Impetrar ação jurídica contra a ilegalidade das ações de Mauricio Mota.

- Divulgar na Comuns informes do movimento.

- Indicar a constituição de um comando unificado para a assembléia comunitária, com o objetivo de organizar um piquete de convencimento.

- Que as entidades representativas dêem assistência financeira à ocupação.

- Exigir da reitoria a retirada imediata das ações de criminalização do movimento estudantil.



em: http://www.sintuper j.org.br/ portal/pg_ materia.asp? id=319

Comunicado do Movimento de Ocupação em resposta a nota publicada pela Reitoria no site da Uerj e distribuída pelos seguranças no campus Maracanã.

Carta aberta à comunidade

No dia 10 de setembro deste ano, os estudantes, reunidos em uma Assembléia em dois turnos, deliberaram, entre outras coisas, uma pauta de reivindicação estudantil e a ocupação da Reitoria. A ocupação é legítima, pois é pacífica, foi democraticamente deliberada em Assembléia dos estudantes, e se justifica porque Vieiralves se recusava a receber o DCE, que solicitava esclarecimentos sobre a real situação da universidade e dos direitos dos estudantes.

Após o início do movimento de ocupação, aqueles ligados ao Reitor logo trataram de botar suas garras de fora, questionado a ocupação e soltando algumas pérolas como: “não há motivos para protestar” e “a relação com o governo do estado nunca foi tão boa...”. Quem estuda e trabalha na Uerj sabe que motivos para protestar não faltam, tanto que os três segmentos estão em luta. Queremos melhorias na estrutura e no ensino, bandejão, e tantas outras coisas essenciais para uma Universidade de qualidade que nos são negadas pela Reitoria e pelo Governo do Estado.

Em carta aberta, a Reitoria se coloca como vítima, ressaltando tudo o que teria feito em prol dos estudantes da Uerj, tendo a ousadia de tomar para si os méritos de conquistas resultantes de anos de luta e mobilização da comunidade acadêmica, como o aumento das bolsas. Onde estava a Reitoria quando Sérgio Cabral entrou com recurso contra o artigo 309 da Constituição Estadual que destina 6% da arrecadação tributária líquida do Estado à Uerj? O que foi publicado no portal quando sofremos esse ataque do governador? Por que será que não há a mesma disponibilidade da reitoria em responder as arbitrariedades de Cabral? Será que procede a alegação de Vieiralves de que ele só teria responsabilidade pela Uerj no período dos últimos dez meses?

A resposta é simples e o próprio currículo lattes do Reitor Vieiralves nos mostra. Vieiralves foi sub-reitor da Uerj duas vezes. A primeira vez, na sub-reitoria de Extensão. A segunda vez, na sub-reitoria Graduação. Além disso, suas relação com os governos estaduais responsáveis pelo aprofundamento de nossa crise nunca foram escondidas: participou do governo Garotinho, e ocupou (pasmem!) duas Secretarias do Estado ao mesmo tempo no governo Benedita (Secretaria de Ciência e Tecnologia e Secretaria de Energia, Indústria Naval e Petróleo). Depois, foi ocupar o cargo de Diretor do Museu da República e, quando sai de lá para assumir a Reitoria da Uerj, teve seu espaço ocupado por, nada mais nada menos, que a mãe de Sérgio Cabral, Magaly Cabral.

Para quem tem dúvidas, indicamos o seguinte link, atualizado pelo próprio reitor:

http://buscatextual .cnpq.br/ buscatextual/ visualizacv. jsp?id=K4780741H 0

No entanto, ele não é uma exceção. Nilcéia, última Reitora a ser apóia por Vieiralves, de cuja administração o atual Reitor participou, tinha postura bastante semelhante. E hoje, qual teria sido o seu destino? Saiu da Reitoria direto para o Governo Federal, caminho natural para quem não costuma se indispor com os governos, mesmo diante da absurda política hegemônica de sucateamento das instituições públicas.

A reitoria deveria ser representante da comunidade junto ao Governo, lutando de fato por esta instituição, mas infelizmente o que acontece é justamente o oposto. O que temos no comando da Universidade é um verdadeiro posto avançado do Governo do Estado, que reproduziu as nojentas técnicas da Polícia Militar carioca quando nos chamou para uma reunião de negociação, em que, na verdade, estavam nos esperando com oficiais de justiça a postos para nos citar judicialmente.

Não precisamos dizer que, para nós, é um claro atestado de incompetência uma instituição de educação tratar seus estudantes como réus e trair-lhes a confiança num momento em que deveriam conversar para avançar na melhoria da universidade.

Hoje estamos ocupando a Reitoria, sim! Muitos membros da comunidade acadêmica estão conhecendo os luxuosos espaços de poder de nossa Universidade, contrastando claramente com uma instituição abandonada. Além disso, pela primeira vez a Reitoria esta sendo obrigada a receber os estudantes para esclarecer a quantas anda o nosso Bandejão (cuja verba já existe, mas não há sequer um sinal de início de sua construção), ouvir nossa pauta de reivindicações e iniciar um processo de negociação. Queremos o direito à educação, não só para nós, mas para as gerações que virão. Nossa pauta é a demonstração disso.

Por fim, desafiamos Vieiralves a publicar também esta nossa resposta no site da Uerj, bem como incluir no mesmo um link de nosso blog, o informativo oficial do Movimento de Ocupação. O Reitor precisa entender que o site da Universidade é patrimônio público e não dele. Se hoje ele é o Reitor, a Reitoria é nossa!

Rio de Janeiro, Reitoria Ocupada, 18 de setembro de 2008.

em: http://uerjocupada. blogspot. com/

Comunicado Oficial da Reitoria da Uerj

Em nota oficial divulgada no site www.uerj.br , a reitoria da Uerj se pronunciou sobre a ocupação da sala e dos movimentos que os alunos têm feito nessa última semana. A carta à comunidade da Uerj afirma que a "administração enfrenta um duplo desafio: propor e implementar os projetos que deverão se voltar para os novos tempos; e avaliar, melhorar ou corrigir os caminhos que vinham sendo trilhados".

A reitoria apresentou os 18 pontos das reinvindicações dos alunos e divulgou projetos que já foram realizados nessa nova gestão, entre eles o aumento em quase 30% o valor das bolsas dos alunos cotistas e sua extensão para toda a faculdade; Estabelecimento de canais de abertura com os estudantes de graduação nas Sub-Reitorias (em especial na SR-1 e SR-3); o projeto do Restaurante universitário que deve estar em funcionamento até o ano que vem, entre outros.

A carta na íntegra você pode conferir no link abaixo:
http://www.uerj. br/modulos/ kernel/index. php?modulo= noticias&cod_noticia= 2585

A nota ainda menciona que na sala se encontram documentos importantes de órgãos públicos e pertences pessoais dos funcionários, entre outras coisas, e que a reitoria adotará "todos os instrumentos legais disponíveis, agiremos com cautela política e tentaremos evitar danos maiores à nossa instituição."

Hoje completa uma semana de ocupação da reitoria pelos estudantes, que afirmam que só irão desocupar o espaço após negociações concretas.

em: http://blogdatvuerj .blogspot. com/

O ABSURDO OFICIAL DA REITORIA

Comunicado da Reitoria
18/09/2008

Carta aberta à comunidade da UERJ

Uma administração enfrenta um duplo desafio: propor e implementar os projetos que deverão se voltar para os novos tempos; e avaliar, melhorar ou corrigir os caminhos que vinham sendo trilhados. Os problemas enfrentados pela UERJ eram muitos e exigiam da nova administração a necessária vontade política, a competência, o comprometimento com a mudança e um esforço redobrado no sentido da superação dos desalentos, desesperanças e apatia que tomavam conta da Universidade.

Na noite do dia 10 de setembro, os gabinetes da Reitoria da UERJ foram invadidos por setores estudantis. Para a invasão houve arrombamento das portas.

Os estudantes que invadiram os gabinetes da Reitoria apresentaram no dia 16 de setembro, seis dias após a invasão, seu conjunto de reivindicações, disponíveis para acesso público no site da UERJ. Entre os 18 pontos apresentados incluem-se: feitura de uma olimpíada universitária; doação de um data-show e tela de projeção para o DCE; livre acesso ao bachalerado; reestruturação e melhoria da biblioteca da FFP (São Gonçalo) e FEBF (Caxias); alojamento estudantil e creche universitária em todos os campi, dentre outras reivindicações.

A Reitoria lembra à comunidade universitária que nestes nove meses de gestão:

1. Aumentamos em quase 30% o valor das bolsas que estavam sem qualquer reajuste nos últimos 10 anos;
2. Recuperamos o programa de bolsas de Iniciação Científica Júnior no CAp que havia sido paralisado e criamos o programa de bolsas cultura;
3. Ampliamos as bolsas para os cotistas por todo o período em que estudarem na UERJ e não somente durante um ano (como era desde que o programa de cotas foi implementado), aplicando imediatamente a Lei 5230/2008;
4. Tiramos da gaveta o projeto do Restaurante Universitário, revisamos com o Instituto de Nutrição, encaminhamos para licitação, conseguimos recursos para implementá-lo e a partir do próximo ano estará em funcionamento;
5. Retiramos da gaveta projetos pedagógicos importantes para a UERJ e para os estudantes (a aprovação do novo currículo da FEBF) em tempo recorde;
6. Estabelecemos canais de abertura com os estudantes de graduação nas Sub-Reitorias (em especial na SR-1 e SR-3);
7. Apoiamos financeiramente a semana de calouros do DCE na abertura do ano letivo;
8. Estabelecemos diálogos com organizações estudantis de caráter político-cultural;
9. Normatizamos as concessões de apoio financeiro a estudantes, com uma política de incentivo à participação discente em congressos acadêmicos e estudantis, e implantamos novos procedimentos com relação aos trabalhos de campo;
10. Defendemos e apoiamos nossos egressos dos cursos pedagógicos com problemas no concurso promovido pela Secretaria de Educação.

Muitas outras ações foram feitas. Estamos produzindo um relatório de nossa gestão para acompanhamento da comunidade universitária. As que destacamos dizem respeito exclusivamente à vida dos estudantes.

Informamos à comunidade universitária que na Reitoria encontram-se processos que dizem respeito à vida funcional de cada professor e funcionário; diplomas com papel impresso na Casa da Moeda do Brasil especialmente para a UERJ sem assinaturas; documentos do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado; objetos pessoais dos membros do gabinete e outros importantes documentos que dizem respeito à Universidade.

A Reitoria da UERJ terá firmeza e bom senso. Adotaremos todos os instrumentos legais disponíveis, agiremos com cautela política e tentaremos evitar danos maiores à nossa instituição.

Reitoria da UERJ